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domingo, 10 de fevereiro de 2013

Vamos para o Facebook!

Amigos queridos,

Agradeço a todos os que leram minhas postagens. Acreditem, foram escritas com muito carinho!
Porém devido a problemas pessoais ocorridos em 2012 eu precisei me ausentar.
Isto me causou muita inquietação, porém não gostaria de retornar sem a devida dedicação.
Então estudei um canal de comunicação mais adequado a minha realidade atual e publicarei desde hoje no Facebook.
Criei uma página Dra. Christian Kelly Ponzo e aguardo todos vocês lá.
Obrigada!


sexta-feira, 8 de junho de 2012

Doença celíaca - Intolerância ao glúten

A doença celíaca é uma doença causada pela intolerância permanente ao glúten, que afeta o intestino de pacientes geneticamente predispostos. O glúten é uma proteína presente em cereais como o trigo, a aveia, a cevada, o centeio e o malte.
Nos celíacos, o glúten é tóxico às celulas intestinais, agredindo-as e  levando à alterações que vão desde uma inflamação com acúmulo anormal de linfócitos (células de defesa) até a atrofia (diminuição) das vilosidades da mucosa intestinal. A mucosa intestinal é responsável pela absorção de nutrientes, vitaminas e sais minerais. Então com a atrofia desta mucosa, ocorre a má absorção e com isso sintomas decorrentes da doença.
É uma doença que pode surgir em qualquer idade, embora geralmente manifesta-se já nos primeiros anos de vida.
Os sintomas mais comuns são diarréia crônica, dores abdominais, distensão abdominal, maior acúmulo de gases abdominais, náuseas, fraqueza, falta de apetite, anemia persistente, perda de peso ou dificuldade para ganhar peso, desnutrição, déficit de crescimento. Outros sintomas e sinais também podem ocorrer como  constipação intestinal (prisão de ventre), irritabilidade, osteoporose, abortos de repetição.
Os sintomas pioram quando há a ingestão do glúten, presente em pães, macarrão, biscoitos, bolachas, pizzas, salgadinhos, tortas, bolos, cerveja, ou seja, todas as preparações com trigo, aveia, centeio, cevada e malte.
O diagnóstico é feito através da biópsia intestinal (duodeno e/ou porção inicial do jejuno) realizada por endoscopia digestiva alta. Os marcadores sorológicos dosados no sangue, são os anticorpos presentes em celíacos, como anti-endomísio e  anti-transglutaminase (os mais sensíveis).
Os parentes de celíacos devem fazer a pesquisa sanguínea sorológica, porque podem ser assintomáticos, e aproximadamente 10% dos familiares diretos (pais e irmãos) de celíacos podem ter a doença.
O tratamento é a DIETA SEM GLÚTEN. A melhora clínica ocorre em dias e a melhora da mucosa intestinal e dos marcadores sanguíneos em meses. A dieta deve ser rigorosa e para sempre! Não adianta comer só um pouquinho depois que melhorar. Pode até não ter sintomas, mas basta um pouquinho de glúten para ocorrer o dano à mucosa intestinal.
Por isso também deve-se ter atenção especial a medicamentos e alimentos que possam estar "contaminados", ou seja, alimentos sem glúten que foram feitos ou manipulados no mesmo ambiente e/ou  utensilio de cozinha que alimentos com glúten. Por exemplo: fritar um salgado sem glúten no mesmo óleo onde fritou salgado com glúten, amassar pão sem glúten no mesmo ambiente com farinha de trigo. Pode parecer bobagem, mas faz muita diferença e deve ser levado em consideração quando não há melhora com a dieta. Outra coisa a se pensar em casos refratários é a ingestão inadvertida com medicamentos, bebidas e alimentos mal rotulados. Lembrando que há uma lei que exige a advertência no rótulo de produtos alimentícios sobre conter ou não glúten (Lei 10.674 / 03).
Na dúvida, o melhor é não consumir o produto.
Na dieta, deve-se substituir a farinha de trigo, aveia e cevada por cereais sem glúten: farinha de arroz, farinha de milho, amido de milho, fubá, farinha de mandioca, fécula de mandioca, polvilho, fécula de batata, quinoa, amaranto, chia, trigo sarraceno.

domingo, 3 de junho de 2012

Almoço de Domingo - Lasanha de beringela

Às vezes é difícil pensar em um almoço de domingo saudável e magro, mas aqui vai uma dica de um prato muito gostoso para quem gosta de beringela.

Eu adoro beringela e depois de algumas experiências e adaptações, criei essa receita fácil e rápida.
Sugiro como acompanhamento arroz integral ou parboilizado e salada. Como sobremesa: frutas da estação.

LASANHA DE BERINGELA
Ingredientes:

- 3 beringelas grandes
- 1 lata de tomate pelado
- 1 cebola pequena
- 3 dentes de alho
- 400g de mussarela
- 400g de presunto de peru
- sal
- azeite

Modo de fazer:
1- Colocar água para ferver em um panela grande. Acrescentar um pouco de sal.
2- Cortar a beringela em fatias finas (sentido do comprimento) e colocar para cozinhar na água fervente por 3 a 5 minutos. Escorrer.
3- Bater no liquidificador os tomates, com meia lata de água, a cebola e os dentes de alho.  
4- Esquentar um pouco de azeite e cozinhar o molho.  Colocar sal e pimenta moída a gosto.
5- Montar a lasanha da seguinte maneira: um pouco de azeite no fundo da forma ou refratário, uma camada de beringela, uma camada de presunto de peru, uma camada de mussarela, uma camada de molho. Geralmente são três camadas de beringela e termina com uma camada de molho. Não precisa colocar muito molho em cada camada porque durante o cozimento no forno a beringela "solta água".
6- Colocar para assar em forno pré-aquecido a 180-210° por cerca de 30 minutos.

Bom apetite!

quarta-feira, 23 de maio de 2012

DRGE - Doença do Refluxo Gastroesofágico - o que é?


A Doença do Refluxo Gastroesofágico é uma patologia do aparelho digestivo, onde o conteúdo ácido produzido pelo estômago, misturado ou não com alimentos, reflui para o esôfago porque há um relaxamento do esfíncter inferior do esôfago.
O esôfago é um tubo muscular que leva o alimento da boca até o estômago. O esfíncter inferior fica no final do esôfago e abre quando engolimos, para que o alimento entre no estômago e depois fecha (funciona como uma válvula). Quando há um relaxamento inadequado desse esfíncter,  há o refluxo.
Todas as pessoas podem apresentar um episódio esporádico de refluxo e isso não representa doença. Quando se torna frequente, é chamada de doença do refluxo gastroesofágico.
O contato do ácido com as paredes sensíveis do esôfago produz uma queimação, conhecida como azia. É uma queimação sentida, em sua maioria, logo acima do estômago e na região retroesternal (no meio do tórax, atrás do esterno). Essa queimação pode subir até a garganta, causando desconforto nessa região e alguns sintomas como tosse seca e pigarro.
Outro sintoma comum é a regurgitação, que é a percepção do retorno do suco gástrico e de seu alimento, que pode chegar até a boca.
Os sintomas típicos do refluxo são a azia (chamada pelo médico de pirose) e a regurgitação.
Este ácido em contato com o esôfago pode causar inflamação e pequenas feridas na parede do esôfago, chamadas de esofagite.
Quando o refluxo chega até a região da laringe e da faringe, ocorrem sintomas denominados atípicos: tosse, rouquidão, pigarro. Pode ocorrer também dor no peito, inclusive parecida com a dor de origem cardíaca (angina).
A Endoscopia Digestiva Alta é um exame de imagem que avalia o esôfago e informa se há esofagite ou hérnia de hiato associados ao refluxo.
A hérnia de hiato ocorre quando o hiato está frouxo e permite que o estômago deslize por ele para dentro do tórax, causando uma hérnia. O hiato é um orifício no músculo diafragma por onde o esôfago passa antes de chegar no abdome e no estômago. O músculo diafragma separa o tórax do abdome.
O tratamento para o refluxo inclui mudanças comportamentais e dietéticas, além de medicamentos inibidores de ácidos. Dependendo do paciente, da intensidade dos sintomas e da evolução clínica, o tratamento medicamentoso poderá durar alguns meses ou anos.
Como orientação para mudança de hábitos e alimentares é recomendado:
  1. Comer várias vezes ao dia em pequenas quantidades. Evitar ficar longos períodos em jejum e quando se alimentar não ingerir grandes quantidades de alimentos, evitando encher muito o estômago para facilitar a digestão.
  2. Não deitar após as refeições. Aguardar um intervalo de 1 hora e meia entre a última refeição e o repouso. Se possível, elevar a cabeceira da cama com um calço de 10 a 15cm. Ajuda principalmente se tiver sintomas noturnos.
  3. Mastigar bem os alimentos.
  4. Evitar roupas apertadas principalmente sobre o abdome.
  5. Emagrecer se estiver acima do peso.
  6. Evitar alimentos que facilitam o refluxo: 
  • Refrigerantes e bebidas gasosas.
  • Frutas cítricas como a laranja, o limão, o abacaxi, a tangerina e o maracujá.
  • Café, chá preto e chá mate - porque contém cafeína.
  • Doces e chocolates em excesso, principalmente se ingeridos de estômago vazio.
  • Massas em excesso (macarrão, pizza e pães por exemplo).
  • Molho de tomate. Assim como no caso das massas, os excessos devem ser evitados: por exemplo, comer macarrão e pizza várias vezes na semana. Outro exemplo é cozinhar com molhos a base de tomate e extrato de tomate diariamente.
  • Alimentos gordurosos.
  • Bebidas alcoólicas.
  • Alimentos com excesso de pimenta, vinagre e molhos industrializados (catchup, mostarda, molho inglês, Sazon, Fondor, Grill, etc). Muitos molhos industrializados contêm pimenta como ingrediente.
  • Evitar o fumo sempre! 

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Pais x dieta

Ontem eu estava folheando uma revista de assuntos gerais e li uma pequena reportagem falando sobre a responsabilidade dos pais sobre a alimentação de seus filhos. A reportagem não abordava sobre aspectos óbvios como compra e preparo de alimentos, mas eles falavam sobre a importância do exemplo que os pais dão ao se alimentarem. Se você deseja que seu filho coma mais frutas e verduras, seja você o primeiro a fazê-lo. Achei a reportagem, mesmo que pequena, muito pertinente.


  • Sobre aspectos óbvios acima citados: 

Sempre digo que os pais são os maiores responsáveis pela dieta de seus filhos, seja ela inadequada ou exemplar. Não é a criança que ganha o dinheiro e que vai ao supermercado fazer as compras do lar. Se tem biscoitos doces, batatas fritas, salgadinhos, doces em casa é porque um adulto comprou!
Não é a criança que vai para a cozinha preparar o seu alimento. Se tem frituras é porque um adulto preparou!
Então, os pais precisam pensar bem antes de dizer: "mas meu filho só come besteiras" "meu filho não almoça bem e depois abre um pacote de biscoito recheado". Para tudo!!! Quem compra o biscoito e deixa no armário como opção a uma refeição?


  • Sobre o exemplo a ser dado: 

Na hora da refeição os pais devem ser os primeiros a se servirem de verduras e legumes. Devem também comer mais frutas. A criança com certeza tomará isto como exemplo. Não dá para exigir uma alimentação adequada da criança, se os adultos que convivem com ela têm uma alimentação totalmente errada.

Reflitam!!!

" Seja você a mudança que quer ver no mundo" - Mahatma Gandhi

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Obesidade: é uma doença e não uma simples situação.

O primeiro passo no sucesso do tratamento para a obesidade é a mudança na forma de encarar essa patologia. Sim! A obesidade é uma doença crônica (das chamadas doenças crônicas não transmissíveis).   Obesidade não é tão somente um momento, um simples estado do corpo.
Uma pessoa que tem problemas de pressão, é um hipertenso e como tal, deve fazer dieta e tomar medicamentos, por toda a vida. Quando a doença Hipertensão Arterial se instala, é proposto um tratamento que pode ser dieta e mudança no estilo de vida para os casos mais leves e uso de medicamentos nos casos mais graves.  Isso também ocorre no Diabetes Mellitus.  Assim, o hipertenso e o diabético, farão tratamento para toda a vida e, raramente, questiona-se essa situação.   

Por que com a obesidade é diferente? Pois não deveria ser!  

Após um tratamento de sucesso, clínico ou cirúrgico, o paciente é um obeso que emagreceu. Se voltar a ter os velhos hábitos que levaram à obesidade, com certeza tornará a ganhar peso.

Ninguém em sã consciência deixaria de comer açúcar e tomar os medicamentos porque a diabetes está controlada.  Por que, então interromper o tratamento anti-obesidade depois do emagrecimento?

Escuto todo dia no consultório: “Até quando vou ter que fazer dieta?” “ Estou cansando de fazer dieta ! Dá vontade de parar com tudo! “ “Vou ter que fazer dieta a vida toda?”

Sim! O tratamento da obesidade, assim como de outras doenças crônicas não transmissíveis é para toda a vida. 

A obesidade não é um estado passageiro, é uma doença séria e deve ser tratada como tal!


sexta-feira, 30 de março de 2012

Chocolate : a vida pode ser doce!


Os chocolates conhecidos como amargos e que têm porcentagem de cacau acima de 55%, preferencialmente acima de 70%, são os mais saudáveis porque contêm maior concentração do cacau, responsável pelos efeitos antioxidantes, antihipertensivos, antiinflamatórios e antiaterogênicos e antitrombóticos do chocolate.
Rico em polifenóis (flavonóides, catequinas, epicatequinas e procianidinas), o chocolate é considerado um alimento funcional (alimento que oferece benefícios para a saúde além da função nutricional básica e que atua na prevenção de doenças crônicas).
Para os meus queridos pacientes com certas restrições na dieta, digo que a vida pode e deve ser doce!

Hoje estive na Cacau Show para comprar chocolate 70% e 85% de cacau (os mais saudáveis!) e descobri que eles fizeram um ovo de Páscoa sem lactose e sem glúten e com 55% cacau. Se for gostoso igual a barra de chocolate 55% cacau sem lactose e sem glúten, vale a pena (já experimentei !).

Para quem deseja unir sabor a benefícios, eu sugiro ovo com chocolate amargo.

Marcas com ovo de chocolate amargo:
Nestlé: Alpino Dark: http://www.nestle.com.br/pascoa/
Cacau Show: http://www.pascoamilionaria.com.br/#/produtos/sofisticados/422151)
Kopenhagem: http://www.kopenhagen.com.br/site/pascoa2012/default.asp
Garoto: Talento Intense: http://www.garoto.com.br/portal/pascoa/
Lacta: Amaro: http://www.lacta.com.br/pascoa/


Boa Páscoa!